Novidades

Olá pessoas, como vocês estão?

Faz bastante tempo que não posto, muita coisa para fazer, estava fazendo um projeto e estava sem tempo. Sem falar que eu não escrevi muito sobre minha monografia, alguém me dá um livro importado de requisitos de software? @_@
Bem novidades, eu postei uns pincéis no meu deviantart, se quiserem podem ver:

http://alice-no-sekai.deviantart.com/

Eu fiz eles no Illustrator, eu gosto porque tem muitos efeitos de distorção de vetor.

No mais eu ando vendo muitos PV’s o_o/ tem dois blogs para quem se interessar:

http://www.yuzoyox.blogspot.com

http://edemaon.blogspot.com/2008/11/pvs-lives-clipes-e-lives-de-z-b-c-d-e-f.html

Fora isso um dos únicos animes que estou assistinho é ef – a tale of melodies, a arte é muito bonita e a história é bem diferente, recomendadissímo. Pelo menos faz bem o meu estilo, quem sabe em algum futuro post eu fale sobre ele.
E o outro anime que é Kara no Kyokai, o mais importante nisto é que eu descobri um grupo que toca na trilha sonora, e é muito bom chama-se Kalafina(quem se interessar pode baixar algumas músicas). As músicas desse grupo são compostas pela Yuki Kaijura, uma ótima compositora.

Por enquanto é só, até a próxima.

Dicas de Photoshop Parte I

Hello World! -> bendita frase de programação

Então para este post (finalmente) ser algo de útil vou dar algumas dicas de photoshop.Como pintar um desenho no ps, mas antes por favor tenha algumas noções básicas de photoshop >.< não vou explicar o que é layer o que é modo de sobreposição, qualquer coisa perguntem no comentário.

Hoje vou ensinar como pintar usando o meu amado Photoshop. =D Mas em partes é claro.

Primeiro faça o desenho, eu fiz esse bem rápido se quiser podem usar de modelo.

Pintura parte 1

Depois de escolher o desenho, o próximo passo é apertar crtl+shift+n para criar uma nova camada, nessa nova camada o modo de sobreposição da camada será multiply. Usando de vários tons de uma só cor você deverá pintar meio borrado mesmo, tentando estilizar com sombra usando tons mais escuros e por cima um pouco de tons mais claros para dar a idéia de luz.
Para isso é bom usar as “swatches” que seriam como paletas de cores, existem as padrões e você pode criar a sua própria paleta com vários tons de uma mesma cor para se utilizar na hora da pintura digital. Podem ver a minha swatche personalizada na imagem.

parte1

Com a ferramenta smudge, ou borrar(não sei como é em pt) na intensidade padrão(50%) borre a imagem até ficar com uma aparência mais natural, tentando fazer lembrar um cabelo de pintura, não muito realista, não é o propósito.

parte2

Depois disso, use a borracha para limpar o que estiver fora do contorno, como mostrado na imagem a seguir:

parte3

Agora a parte dos olhos, eu usei roxo, mas use a cor que preferir.Lembre-se de fazer uma nova camada.
Como eu faço para pintar:
– uso uma cor para todo o olho;
-depois uso uma mais clara no centro;
– outra cor um pouco mais clara mais no centro ainda;
-ao redor eu contorno de uma cor bem escura do mesmo tom;
– e do lado de dentro desse contorno uma cor intermediaria entre o contorno e a cor de dentro do olho;
Depois uso o smudge tool para borrar. Ficará assim:

parte4

Ao terminar issocrie uma nova camada e use a forma eliptica(vetorizada) para criar o centro do olho com um tom bem escuro da mesma cor dos olhos ou mesmo a cor preta. Depois utilizará o blending options(ou opções de mesclagem) e colocará os seguintes efeitos como mostrado na imagem. Isso criará um efeito de escurecimento ao redor do centro dos olhos.

parte5

parte62

Para criar as luzes, crie uma nova camada, e use o pincel que é meio esfumaçado para desenhar as luzes ao redor dos olhos.

parte7

Pronto, continua na próximo post! Espero que tenham gostado.

final

A Sereiazinha

[…] 

O sol ainda não tinha nascido quando ela deparou com o castelo do príncipe e subiu as suas esplêndidas escadarias de mármore. A lua brilhava com uma limpidez extraordinária. A sereiazinha tomou a beberagem ardente, e foi como se uma espada de dois gumes dividisse o seu corpinho delicado. Sobreveio-lhe um desmaio, e ela ficou ali deitada como se estivesse morta. Quando o sol apareceu sobre o mar, ela acordou, sentindo uma dor agudíssima; e viu de pé à sua frente o belo príncipe de seus sonhos! Ele a fitou com seus olhos negros como carvão, e a princesinha baixou os dela. Nesse instante percebeu que já não tinha cauda, mas sim o mais belo par de pernas que uma menina podia desejar. Estava despida, e pôr isso se cobriu com os seus próprios cabelos longos e abundantes. O príncipe perguntou como ela viera ter ali. Ela o olhou docemente, mas com grande tristeza; olhou-o em silêncio, com seus olhos profundamente azuis, pois não podia falar. Então ele a tomou pela mão e conduziu-a para o castelo. Cada passo que dava lhe doía como se caminhasse sobre agulhas e facas de ponta, mas ela tudo suportou com alegria. Caminhava à direita do príncipe, leve como uma bolha de sabão, e ele, bem como as demais pessoas, estava atônito diante de seus graciosos movimentos balouçantes.

Deram-lhe em seguida esplêndidas roupas de seda e musselina. No castelo era ela a criatura mais linda que ainda se vira; mas era muda, não podia falar nem cantar. Lindas escravas, vestidas de seda e ouro, vieram para a frente e cantaram para o príncipe e seus nobres pais; uma delas cantava mais bonito do que todas as outras, e o príncipe lhe sorriu e bateu palmas. Aí, a sereiazinha ficou triste; sabia que cantava com uma doçura muito maior, e pensou:

 – Oh! se ele ao menos soubesse que perdi minha voz para ficar sempre com ele!

 Agora as escravas dançavam lindas danças ondulantes ao som da mais bela música; então a sereiazinha ergueu os seus lindos braços brancos, ficou na ponta dos pés e saiu dançando pelo soalho como ninguém antes dela tinha ainda dançado. A cada movimento sua beleza se fazia mais perceptível, e seus olhares falavam mais diretamente ao coração do que as canções das escravas.

 Todos ficaram encantados, especialmente o príncipe, que lhe chamou “minha enjeitadinha”; e ela dançou e tornou a dançar, embora cada vez que tocava a terra lhe parecesse estar pisando sobre agudas facas de ponta. O príncipe disse que a queria sempre consigo, e ela teve licença de dormir numa almofada de veludo, junto à porta dos seus aposentos.

O príncipe mandou fazer-lhe um traje de pajem, à fim de que ela o pudesse acompanhar a cavalo. Passeavam os dois pelas matas verdejantes, cujos galhos acariciavam-lhes os ombros e onde os passarinhos cantavam na folhagem. Na companhia do príncipe ela galgou altas montanhas, e embora os seus delicados pezinhos sangrassem ao ponto de toda a gente perceber, ela zombava de sua dor e o seguia até que ambos avistavam as nuvens flutuando lá embaixo, como bandos de pássaros em viagem para terras distantes.

No castelo do príncipe, quando todos dormiam. Ela saia para os largos degraus de mármore, refrescava os pés ardentes na água fria do mar e pensava nos seus entes queridos, habitantes das profundezas.

Certa vez (era de noite), suas irmãs apareceram de braços dados. Cantavam tristemente, flutuando em cima da água. Ela fez-lhes sinal; elas a reconheceram, e disseram-lhe da dor que a todos causara a sua fuga. De então em diante visitavam-na todas as noites; e certa vez ela viu na distância sua velha avó, que havia muitos anos não subia à superfície, e viu o rei seu pai, com a coroa na cabeça. Eles estenderam-lhe os braços, mas não se arriscaram, como suas irmãs, a se aproximar de terra firme.

Dia a dia o príncipe gostava mais dela. Amava-a como quem ama uma criança boa e linda, mas nunca lhe passou pela cabeça fazê-la sua esposa; entretanto era preciso que ela se tornasse sua mulher, do contrário ela não obteria uma alma imortal e teria de virar espuma sobre o mar na mesma manhã em que ele se casasse com outra.

 – Não gosta de mim, mais do que de todas as outras? Pareciam dizer os olhos da sereiazinha quando ele a tomava nos braços e lhe beijava a clara testa.

 – Sim, você é a que mais quero! Dizia o príncipe. De todas elas, você é a que tem melhor coração. É a mais dedicada, e se parece muito com uma menina que vi, outrora, mas que decerto nunca voltarei a ver. Estava eu a bordo de um navio que naufragou. As ondas me atiraram para terra, junto a um templo sagrado, onde havia muitas garotas ocupadas no serviço do culto. A mais jovem de todas me encontrou na praia e salvou-me a vida. Só a vi duas vezes: ela é a única pessoa no mundo a quem posso amar; mas você a afasta da minha lembrança, pois é extremamente parecida com ela. A garota que me salvou pertence ao templo sagrado; pôr isso a minha boa sorte mandou você para mim. Nunca nos separaremos!

 – E ele não sabe que fui eu quem lhe salvou a vida! — pensou a sereiazinha. — Fui eu que o carreguei do mar para a mata onde fica o templo. Fiquei sentada ali perto debaixo da espuma, para ver se vinha alguém, e vi a linda garota que ele ama muito mais do que a mim! E a sereiazinha suspirou profundamente, pois não podia chorar. A garota pertence ao templo sagrado — disse ela — e nunca sairá cá fora no mundo. Os dois nunca mais se verão. Eu, ao contrário, estou com ele, vejo-o todos os dias; dar-lhe-ei carinho, amá-lo-ei, darei a vida pôr ele.

 […]

Hans Christian Andersen

Fukai No Yami – Girugamesh

Fukai No Yami – Girugamesh

[KAZE] ni mau oto… yurari yurari
tsubusareta risei to ishiki
mazari au tsumi to batsu
tomoshibi wa ima futo kie…

Narihibiku moroi saigo no kotoba
sakende mo koe wa… fukai no hate
kurui tadareteku kokoro mo subete
“ochite yuku”

Kasure koe wo… tsubuyaki warai
usureteku urami no nami ga
yurugiau kono omoi wa kooritsuki moumoku no koe koboreochi…

Kareta kigi no ha ga nai yureteiku
sakebigoe kieru… fukai no yami
modae kurushinda shi no fuchi no koe
“kasundeku”

Shizundeiku… shizundeiku…
fukai yami ni nomikomareteiku
sokonashi no furue ga mi wo tsukinukeru

A escura podridão abismal

O som vibra no vento. . . Agitando, flutuando
Desperdício se deitando por razão e consciência
A mistura do crime e a punição
Agora, de repente a luz desaparece.

A última palavra frágil ecoa
Mesmo que eu grite, a minha voz. . . O fim de um mundo decaído
Tudo do meu coração está inflamado e desordenado
“Eu irei quebrar e queimar”

Minha voz quebrada. . . Um riso silencioso
Sentimentos ordinários desaparecem mas…
Agitação, essa emoção é congelada para cegar a minha voz e transborda-la.

As folhas murchas de uma floresta dançam e balançam
Meu grito desaparece. . . A escura podridão abismal
A voz do sofrimento, e angústia de morte na profundidade.
“Torne-se nada”

Afundar-se mais profundamente. . . Queda mais profunda. . .
Vou engolir a mais profunda escuridão
Embora o tremor perfure meu coração

[traduzido do inglês do site http://jmusiceden.com/bluepain/fukainoyamienglish.html
agradecimentos a minha filhinha querida Letty ^^ ]

O espelho

– Dr. Papaderos, qual o significado da vida?

Seguiu- se a risada habitual e as pessoas se mexeram nas cadeiras, querendo ir embora.

Papaderos levantou a mão, silenciando a sala, e me olhou por um longo tempo, perguntando com os olhos se eu estava falando sério e vendo nos meus que eu estava.

– Vou responder à sua pergunta.

Ele tirou a carteira do bolso da calça, pôs a mão dentro da divisória de couro e pegou um espelho redondo bem pequeno, mais ou menos do tamanho de uma moeda de vinte e cinco centavos.

Disse então o seguinte:

– Quando eu era pequeno, durante a guerra, éramos muito pobres e vivíamos em um vilarejo distante. Certo dia, na estrada, encontrei os pedaços partidos de um espelho. Uma motocicleta alemã tinha se acidentado naquele lugar.

– Tentei encontrar todos os pedaços e juntá-los, mas não era possível. Então só guardei o pedaço maior. Este aqui, que esfreguei em uma pedra, fazendo-o ficar redondo. Comecei a brincar com ele e fiquei fascinado ao descobrir que podia refletir a luz em lugares escuros, onde o sol nunca brilhava: em buracos profundos, fendas e armários. Aquilo virou um jogo para mim, levar luz aos lugares mais inacessíveis que conseguia encontrar.

– Guardei o espelhinho e, à medida que ia crescendo, eu o tirava do bolso nos momentos em que não estava fazendo nada e continuava com o desafio do jogo. Quando virei homem, comecei a entender que aquilo não era só uma brincadeira de criança, mas uma metáfora para o que eu poderia fazer com a minha vida. Acabei percebendo que não sou a luz ou a fonte de luz. Porque a luz – a verdade, a compreensão, o conhecimento – está ali e vai iluminar muitos lugares se eu a refletir.

– Eu sou apenas o fragmento de um espelho do qual não conheço a forma nem a finalidade. Mesmo assim, com o que tenho, posso refletir a luz nos lugares escuros deste mundo, sobretudo nos corações dos seres humanos, e posso mudar algumas coisas em algumas pessoas. Talvez outras pessoas me vejam fazendo isso e façam o mesmo. É para isso que eu vivo. É este o significado da minha vida.

Robert Fulghum
Histórias para Aquecer o Coração dos Adolescentes
Jack Canfield & Mark Victor Hansen & Kimberly Kirberger